A Leishmaniose Canina é fatal caso não seja tratada.
O tratamento de um cão com Leishmaniose deve abordar várias vertentes:
- A estabilização do animal, principalmente quando está numa fase avançada e em mau estado geral, muitas vezes devida à insuficiência renal crónica ou a outras infecções que surgiram devido à imunodepressão
- O controlo do parasita no organismo do cão
No que diz respeito ao controlo do parasita Leishmania, este, na maioria das vezes, não permite a eliminação da infecção, podendo o animal apresentar recidivas, passados meses ou anos.
A terapêutica mais utilizada para a eliminação do parasita consiste na administração de injecções diárias e de comprimidos e/ou de uma solução oral. O tratamento é longo, sendo, geralmente, no mínimo de um mês. Para que o resultado do tratamento seja o melhor possível, é essencial que as administrações sejam regulares, sem falhas e sempre no mesmo horário.
Após a melhoria clínica, pode ser necessário que o cão tome comprimidos durante o resto da vida.
É aconselhável repetir as análises para controlar a resposta ao tratamento, 3 meses após o início do mesmo.
Na medida em que o animal pode ficar portador do parasita ou estar sujeito a reinfecções, devem efectuar-se controlos regulares para detectar recaídas em fases muito precoces.
As fêmeas devem ser esterilizadas, pois durante o cio as suas defesas imunitárias diminuem, podendo originar recaídas.
Caso os donos não optem pelo tratamento, é obrigatória a eutanásia do animal, uma vez que sem o tratamento a doença é mortal e eleva o risco em termos de Saúde Pública. Esta obrigatoriedade advém do Decreto-Lei nº314/2003 de 17 de Dezembro.