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O vector

Como foi referido atrás, a transmissão da infecção carece da intervenção dos insectos flebotomíneos. A transmissão de  Leishmania é efectuada sempre pela picada no cão do flebótomo fêmea infectado.

Os flebótomos são pequenos insectos com um comprimento de 2 a 3 mm. Só as fêmeas destes insectos é que são hematófagas - picam os animais para se alimentarem do seu sangue. As fêmeas dos flebótomos, após se alimentarem em cães infectados, desenvolvem e mantêm umas formas do parasita, alongadas e com flagelo (forma promastigota) no seu tubo digestivo e regurgitam-nas aquando da refeição de sangue num outro cão, infectando-o.

A actividade das fêmeas destes insectos é principalmente nocturna, estendendo-se do entardecer até ao amanhecer.
Na região mediterrânica e mais concretamente em Portugal, os flebótomos estão activos entre os meses de Maio a Outubro, dependendo das condições climáticas.
Pode considerar-se que o pico de actividade é em Julho e Agosto. 

Sendo a Leishmaniose Canina uma doença transmitida por um vector - o flebótomo, a sua frequência será ditada, também, pela quantidade de flebótomos existentes. A quantidade de flebótomos existentes é fortemente dependente das condições climáticas, nomeadamente da temperatura: temperaturas amenas ou elevadas favorecem o desenvolvimento dos flebótomos. Também a humidade é um factor muito importante para o desenvolvimento destes insectos: não se desenvolvendo em zonas alagadas ou de águas paradas, precisa no entanto de locais húmidos. Zonas de areal, zonas ajardinadas ou zonas com lixos e/ou com matéria orgânica são locais óptimos de desenvolvimento dos flebótomos.

Sendo favoravelmente sensíveis ao calor, a sua existência é influenciada positivamente pelo aumento da temperatura. De projecções feitas em Portugal conclui-se que, a manter-se a tendência do aquecimento global, os períodos favoráveis à transmissão da Leishmaniose terão tendência a aumentar, o que pode conduzir ao aumento das Leishmanioses em Portugal.

O vector - imagem 1

O vector transmissor da Leishmaniose Canina – Phlebotomus perniciosus

O vector - imagem 2

O vector transmissor da Leishmaniose Canina – Phlebotomus perniciosus

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